Mostrando postagens com marcador CAUSOS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CAUSOS. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de março de 2013

CAUSOS VII

Boa noite,

ia ser bom dia se não tivesse ficado sem internet hoje o dia inteiro, então vamos lá,  mais um causo que aconteceu comigo.

O bairro onde moro faz divisa com algumas fazendas, e apesar das ruas serem asfaltadas, sempre deparamos com vacas, bois e cavalos passeando por elas.
Um dia fui visitar um casal vizinho, e quando cheguei ao portão, avistei aproximadamente umas 10 vacas subindo a rua apressadas, fiquei aguardando elas passarem, e fui descendo a rua crente que não havia mais nenhuma.

No meio do caminho encontrei com uma vaca retardatária,  a maior delas, vindo em minha direção em disparada, comecei a correr e ela atras de mim, gritava até e ninguém aparecia, a broa que mamãe fez para os vizinhos caiu no chão e despedaçou. Quando não tinha mais fôlego, parei e vi que a vaca estava parada olhando pra mim com cara de riso, linda e malhada, ela malhada e eu molhada de tanto correr.
Disse para a vaca:   e melhor você ir embora primeiro porque senão a vaca vai pro bejo. E ela entendeu, porque foi embora e me deixou chegar em casa. Minha mãe perguntou se os vizinhos gostaram da broa. Disse que os vizinhos não, mas os passarinhos adoraram.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

CAUSOS VI

Boa noite,

Em 2011 ganhei um curso da UEMG (Universidade Estadual de Minas Gerais) do Projeto Minas Raízes com duração de seis meses. Depois de aprendermos varias técnicas, escolhi como tema dos meus trabalhos os animais da megafauna de Lagoa Santa, cidade onde moro atualmente.
Os animais da megafauna são bichos de enormes proporções que existiram na região cerca de 10.0000 anos atrás.
Fiz vários deles em tecido revestido de fibra de silicone: tigre dente de sabre, preguiça gigante, mamute, tatu gigante, cavalo primitivo e toxodon.
Na apresentação final, teria que mostrar todos eles em escala, de acordo com o tamanho proporcional de cada um.
Todos estavam prontos e lindos, só o mamute e que ficou faltando colocar o rabinho.
As professoras, a diretora do projeto e vários membros da UEMG estavam reunidos para verem os trabalhos executados.
A sala de aula era aberta e o estacionamento ficava em frente, entrei no meu carro despistado para finalizar o mamute que por sinal estava maravilhoso. 
 Só que a diretora resolveu abrir a apresentação e eu fiquei no carro costurando o rabinho do mamute, o silencio era total, a diretora falava com ênfase e de repente sem querer o bumbum do bichão esbarrou na buzina, e por alguns segundos (que pareceu um século), todos olharam para mim boquiabertos, quanto mais eu tentava arredar o banco para trás, mais apertava a buzina para o meu desespero. Sem acreditar as professoras disseram: só podia ser a Meire. Quase morri de tanta vergonha, mas subi no salto e sai do carro com o meu mamute prontinho e lindo, o que garantiu o perdão de todos e a minha colocação entre os melhores trabalhos.


quinta-feira, 14 de junho de 2012

CAUSOS V

Buenos dias,
vocês se lembram dos vários causos que já postei antes, hoje vou postar mais um, só que agora estou colocando somente um caso de cada vez.

REVEILLON EM DIVINÓPOLIS
Quando estava na faculdade passeava muito na casa das colegas, participava muito de festas e era diversão pura. Uma vez fomos passar o reveillon na casa de uma amiga em Divinópolis e foi uma turma de quatro pessoas.
Somos para um clube, dançamos, cantamos e brincamos bastante até chegar uma hora da manhã.
Dormimos num quarto com várias camas e a que eu escolhi estava muito quentinha e fofa.
De repente a chuva começou a cair com toda a sua força e molhadice.


Molhadice porque eu senti na pele toda ela e a frieza da chuva também.
O telhado estava furado e a goteira foi bem em cima da minha fofa caminha.
Levantei devagar e pensei o que faria pois todos estavam dormindo profundamente.
Pé ante pé fui em direção da cozinha numa escuridão total, pensando em pegar alguma
vasilha para segurar as gotonas da chuva. Mas quando abri o armário cologuei a mão
dentro dele e puxei uma vasilha bem grande, só que as outras todas cairam no chão e
fêz um barulhão horroroso. Sorte que ninguém acordou. Cheguei no quarto, coloquei
a vasilha e fui dormir. Quando acordei todos estavam me olhando espantados e minha
cama estava toda molhada, meu pijaminha também e a vasilha estava vazia.

Vocês acreditam que peguei um escorredor de macarrão cheio de furinhos.


Apesar da gozação e do pequeno resfriado que peguei o passeio foi muito bom
só que na próxima vez que viajei levei uma lanterninha e ficava sempre com ela.












segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

CAUSOS IV

Boa segunda para todos,
e um bom diaaaaaaaaaaaaaaaaa.

E que tal lerem mais uns causinhos que aconteceram comigo:





Tive um namorado que mexia com esportes e estava sempre de bermuda, tênis e camiseta.
A primeira vez que fomos ao cinema eu o estava aguardando ansiosa, pois ele iria me buscar em casa. Estava toda arrumada com uma saia linda abertinha do lado, uma blusa mais linda ainda e um sapato magnífico de tão chique.

Quando o moço chegou, a minha mãe atendeu e pediu que ele fosse me encontrar na copa onde eu estava terminando de passar um baton no espelho.


Quando eu vi o moço eu borrei toda a boca, ele estava com uma bermuda coloridérrima, uma camiseta mais colorida ainda, de tênis e um cigarro na boca que ele queria acender.
Ele disse que eu estava linda e fiquei muda de tão espantada, mal sabendo que o pior ainda estava por vir.

O cigarro explodiu quando ele acendeu e a cara dele ficou suja de preto e o cigarro abriu todinho igual acontece nos desenhos animados.
Minha mãe que havia assistido a cena chorou de tanto rir e eu querendo morrer, o bocó pediu um cigarro pros outros na rua e ganhou um premiado.
Eu fui ao cinema com a peça por insistência de minha mãe que ficou com dó do meu príncipe encantado, ou melhor, sapo desencantado.
Quase morri de vergonha quando chegamos ao cinema, todos os acompanhantes das moças estavam super arrumados e o meu acompanhante parecia fantasiado para uma festa do Havaí.
                          

Comecei a usar lentes de contatos e nos primeiros dias eu não podia usar por muito tempo, tinha a quantidade de horas, se não tirasse os olhos ficavam secos e ardiam muito.

Um dia estava numa aula de português e o professor antes de iniciar a matéria havia avisado que não queria ser interrompido de modo algum e que era para todo mundo prestar atenção que ele não iria repetir.
Como boa aluna que sempre fui fiquei prestando a maior atenção na aula até que meus olhos começaram a arder, quando fui ver estava na hora de tirar a lente e o professor estava no auge da aula.

Escrevi um bilhete para minha colega pedindo auxílio e ela sugeriu que eu saísse de fininho pelos fundos da sala e abrisse a porta devagar e saísse.
Dito e feito, só que com medo do professor me ver eu tropecei e cai em cima de umas carteiras empilhadas e caíram todas no chão provocando um imenso barulho.




O professor ficou estupefato olhando para mim sem acreditar e eu com os olhos ardendo e arregalados não sabia se tampava minha boca para não gritar ou meus ouvidos para não ouvir os xingos do professor. Então saí correndo para o banheiro e tirei as lentes, afinal cada problema deve de ser resolvido um a um.
Depois de tudo explicado o professor me perdoou, mas tirou uns pontinhos da minha nota.
                     

Quando trabalhava numa grande estatal, foquinha que era, fui escalada para entrevistar a pessoa mais velha de lá que estava para se aposentar. Eu e a fotógrafa fomos conhecer a mulher todo animadinhas.
Nosso editor havia dito que um bom repórter não volta sem sua pauta realizada. Mas a mulher não contribuiu nem um pouco para isso. Chequei gentil e comecei a fazer minhas perguntas, chorosa ela falava tão baixinho que eu não ouvia e se escondia do fotógrafo. Ela entrou em desespero e gritou: eu não quero sair daqui não, eu não estou velha.




Depois que ela se acalmou eu comecei devagar, querendo saber com quantos anos ela começou a trabalhar na empresa. Ela saiu correndo e foi para o banheiro.


Esperei um tempão com calma e depois que ela pensou que fomos embora ela apareceu, assentou-se na mesa e quando olhou para o lado lá estava eu querendo tirar algumas palavras concretas da mulher. Disse a ela: a senhora vai aproveitar agora e viajar, descansar@
Aí meus queridos ela chorou mais alto ainda e não parava mais.
Depois disso tudo desisti, mas pensei que havia gravado pelo menos alguma coisinha e coloquei a fita para o editor escutar e na entrevista havia choro de todas as notas musicais.
Aí eu disse para o editor que a matéria só poderia ser feita depois de ela passar pelo setor de psicologia para aceitar a aposentadoria, senão quem iria se aposentar era eu.


Eu e uma estagiária estávamos recebendo quadros na galeria de arte da empresa onde trabalhava, quando eu achei que eles já haviam entregues todos, eu resolvi passar um creme na pele para proteger do ar condicionado.
Passei o creme depressa quando a estagiária me avisou que alguns visitantes estavam chegando para ver a exposição existente. Eu disse: que bom e ela me fez alguns sinais que eu não estava entendendo. As pessoas chegaram e ficaram me olhando esquisito e eu explicava as obras com entusiasmo e a estagiária continuava a fazer gestos. Quando todos foram embora ela veio com um espelhinho e disse: olhe como você está eu tentei lhe avisar.
Quando vi, meu nariz estava todo branco de creme.
E quando eu me lembrei de como eu estava falando toda séria e não deixei ninguém falar nada do meu nariz o jeito foi rir de mim mesma.


Afinal quem nunca deu uma de palhaço na vida.




Batiotiôs.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

CAUSOS III

Buenos Dias,

Uma vez quando trabalhava com publicidade eu publicava todos os editais de licitação nos jornais locais e oficiais da empresa inteira. Conversava com pessoas de várias cidades de MG para providenciar as solicitações dos vários setores. Havia um homem de uma cidade de grande porte que me ligava todos os dias, eu me encantava com a voz dele e imaginava um homem espetacular. Um dia o dito cujo veio em BH para uma reunião e fez questão de me visitar, qual foi o susto, o homem era feio demais, gordo demais, baixinho demais, queria esconder na gaveta. Nada contra se não causasse uma tempestade de raios na minha cabeça por ter deixado a minha imaginação voar demais.
Por outro lado o danado ficou interessadíssimo em mim e queria que eu fosse jantar em um restaurante com ele e ainda queria conhecer o meu sítio, aí eu disse: será maravilhoso meu noivo vai adorar te conhecer. Pedi licença para ir ao banheiro e para me livrar dele pedi a aliança de minha amiga emprestada, quando voltei fingi que estava ligando para o meu noivo e disse que não poderíamos ir porque ele já havia programado um compromisso.
Eu não gosto de mentir mas nesse caso a mentira era extremamente necessária.
O homem ficou muito triste e eu que não gosto de ver ninguém assim fui depressa à cantina e comprei uma caixa de bombons para ele se distrair na sua volta para casa.
Ufa, que enrascada por isso minha gente cuidado com a imaginação, pois ela pode lhe pregar muitas peças.

Quando estudava na faculdade eu ainda não tinha carro, eu e minhas amigas voltávamos todos os dias de carona com um ônibus que ia vazio para a rodoviária, ele passava todos os dias às 23 horas exatamente na hora que a aula terminava, o motorista e auxiliar eram super educados e gentis e nós íamos cantando no caminho. Um dia eles não passaram e um carro parou e perguntou se a gente queria carona, éramos quatro e havia só o motorista então, maluquetes que somos, mais que depressa entramos no carro e sabem o que aconteceu: havia uma mala estranha no chão de trás do carro e nós ficamos perguntando ao homem o que tinha naquela mala, o homem enrolava e não dizia o que era, cada uma de nós imaginamos uma coisa pior que a outra.
O homem começou a correr, não parava em nenhum sinal e ficamos com medo dele não parar nunca mais. Começamos a rezar e o lugar que iríamos ficar havia passado, pensamos que era o nosso fim, até que de repente ele parou numa freada só e disse: adeus princesas. Nós pulamos do carro e cada uma correu depressa para sua casa e nunca mais pegamos carona com desconhecidos.

Trabalhei de Relações Públicas recebendo visitantes no Museu das Telecomunicações de BH, recebia várias escolas da cidade e até do interior. Um dia uma escola veio com muitos alunos e um deles perguntava muito e estava muito interessado, ao responder eu perguntei o nome dele que para mim parecia nome feminino e disse para os outros alunos: viu gente as perguntas dessa sua colega estão muito interessantes. Daí a risada foi geral com gozação atrás de gozação. A menina era menino, ele tinha um rosto muito delicado, traços muito finos e o cabelo grande e liso e ainda por cima tinha o nome unisssex.
Tentei me redimir de todo o jeito e quanto mais tentava mais o menino ficava com ódio de mim e a situação estava trágica e engraçada ao mesmo tempo e meu rosto ficou sem saber se ria ou chorava.
Outra vez recebi outra escola e havia uma pessoa que eu estava na dúvida se era menino ou menina, pois tinha o cabelo grudado na cabeça, o rosto indefinido e usava calças compridas.
A menina/menino queria ir ao banheiro então em vez de encaminhá-la para o específico indiquei os dois: ali fica o feminino e ali o masculino, fique a vontade. Ela entrou no feminino.
As crianças eram encantadoras, uma vez chorei de emoção quando terminei a apresentação porque elas me deram um abraço gigante. Ficou eu no meio e aquele tanto de criança me abraçando, foi lindo. E elas ainda pediram autógrafo.

Eu sou uma pessoa muito distraída, qualquer coisa me distrai, se vejo um passarinho começo a pensar onde ele mora, o que ele come e aí a minha imaginação voa com ele, só que essa minha característica já me causou muitos problemas. Eu estudava num colégio em BH e a minha sala era mista, estávamos na hora do recreio e nos teríamos educação física depois, já os meninos ficariam na sala com outra atividade. Nesse dia eu estava um pouco gripada e não faria a aula, as meninas ficaram com preguiça de trocarem de roupa no banheiro e enquanto os meninos não vinham elas trocaram de roupa na sala de aula.
Pediram-me para vigiar a porta para ninguém entrar e eu fiquei assentada ali à toa cantando baixinho e esqueci que estava tomando conta da porta, os meninos chegaram e perguntaram se podiam entrar e eu disse: claro, por que não@ Só se via menina gritando enfiando debaixo das carteiras e meninos assoviando, e eu assustada aterrissei com todas as meninas querendo me matar.

Neste mesmo colégio eu batia nos meninos, não porque eu era má, mas porque eles jogavam lagartixa em mim, puxavam meu cabelo, me chamavam de holandesa e de girafa. Na frente da professora ou de outro funcionário do colégio eu ficava uma santinha, mas quando ficava sozinha com os meninos dava uns bons petelecos neles principalmente porque sempre fui mais alta do que todo mundo na escola. Até que cansados de apanhar eles pararam de mexer comigo.

Sempre fui muito estudiosa e só tirava nota boa, só que sempre tive muita dificuldade em aprender francês e só tirava 100 em inglês. Na minha sala de aula tinha uma irmã de caridade que era espanhola e ninguém queria fazer amizade com ela porque era mais velha. Eu a achava muito simpática e ficamos amigas. Nós duas assentávamos juntas e ela sabia muito bem francês e só tirava nota baixa em inglês. Aí eu comentei com ela que era maldade nos duas tirarmos notas ruins se cada uma de nós sabia muito bem cada uma daquelas matérias.
Ela não tinha interesse em saber inglês e nem eu em falar francês, então sugeri que trocássemos as provas, na de inglês eu faria a minha e a dela e na de francês ela faria o mesmo. Os professores jamais iriam desconfiar de uma freira e de uma caxias colando.
Nós duas só tirávamos nota máxima nas duas matérias e passamos de ano felizes da vida.
Hoje eu adoraria saber falar francês.

Minha prima sempre foi doidona, e como todo mundo achava que eu era estrangeira, um dia fui visitar minha tia e a doideira disse para as vizinhas que eu era sueca, aí começou a confusão. A maluca disse para eu falar em inglês que eles iriam acreditar, a estrangeira de araque aqui aceitou e os meninos ficaram encantados comigo e as meninas morrendo de inveja e de ciúmes.
O menino mais bonito queria me namorar e anotou o telefone dele num papel e a menina que era a fim dele avançou em mim e mordeu meu braço, como não deixei barato mordi o dela também, aí chegaram os pais e acabou a confusão.
Anos depois a moça que me mordeu, me mostrou a mordida que dei nela, uma marca enorme, e a mordida dela em mim foi pequenina que não dava nem prá ver. Aí eu disse a ela que mordida importada é maior e dura mais.

Caso alguém se interesse, no mês de novembro de 2011 vocês acharão os CAUSOS e os CAUSOS II.



Batiotiôs.


Será que haverá Causos IV@
Para quem não saiba o meu laptop não tem interrogação(ele não gosta de dúvidas), então eu uso a arroba,ok.